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quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Uma vacina de RNA poderia acabar com a gripe no mundo todo para sempre?


Todos os anos, acompanhamos campanhas de vacinação contra a gripe e vemos várias pessoas padecendo da doença.

Cada vez que uma nova vacina é lançada, o vírus se desenvolve e voltamos para a estaca zero. Mas hás uma vacina que pode, de fato, sumir com esta doença de uma vez por todas.

Hoje, as vacinas funcionam como “treinadoras”. Elas ensinam o nosso sistema imunológico a reconhecer uma parte das proteínas conhecidos como HA (Hemaglutinina) e NA (Neuraminidase).

Elas são encontradas no vírus, daí a importância dos nossos anticorpos saberem identificá-las e combatê-las rapidamente. Mas são justamente essas as proteínas que sofrem mutações constantes e logo tornam as vacinas obsoletas. Sendo assim, o lógico seria fazer com que as vacinas tenham componentes imutáveis como alvo, o que propiciaria uma longa proteção contra as variações do vírus. Uma das propostas era ir atrás de uma proteína que mudasse lentamente, comparado com a HA e NA.
Mas a vacina em questão vai ainda além, pois ela é direcionada aos processos ligados ao RNA que criam as proteínas HA e NA, independentemente de suas formas exatas. De acordo com a revista New Scientist:

“O mRNA [RNA mensageiro, ou seja, aquele que carrega a informação do DNA até o local da síntese das proteínas] que controla a produção de HA e NA em um vírus da gripe pode ser produzido em massa em poucas semanas”, diz Lothar Stitz do Instituto Friedrich-Loeffler na Ilha Riems, Alemanha.

“Esse mRNA pode ser transformado em um pó liofilizado que não precisa de refrigeração, diferentemente da maioria das vacinas, que precisam ser mantidas frias. Uma injeção de mRNA é captado pelos glóbulos brancos, que o traduzem em uma proteína. Essas proteínas são então reconhecidas pelo corpo como um estranho, gerando uma resposta imunológica. O sistema imunológico irá então reconhecer as proteínas se ele encontrar os vírus subsequentemente, permitindo que ele combata aquele tipo de gripe”, complementou.



As vacinas de RNA têm uma vantagem sobre as de DNA porque elas não trazem nenhum risco de se juntarem ao genoma humano e causar distúrbios no comportamento genético habitual.

Pesquisadores alemães descobriram a protamina, uma proteína que protege as vacinas de RNA do risco de serem destruídas pela corrente sanguínea. Ainda não é 100% certo que essas vacinas funcionam em nós, humanos, mas os resultados preliminares foram bons o bastante para acreditar que ela será totalmente eficaz.
fonte jornaldaciencia

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