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segunda-feira, 23 de julho de 2012

Incríveis fatos e curiosidades que talvez você não soubesse sobre a gelada Antártida



Este é o continente com o vento mais seco e mais frio do mundo, além de possuir 90% de todo o gelo da Terra em uma só área.

O Clima

A Antártida é o quinto maior continente do mundo. Seu tamanho varia com as estações e com a expansão do gelo marinho ao longo da costa que pode duplicar de tamanho durante o inverno. A maior parte da Antártida é coberta por gelo, apenas 0,5% do continente não possui água congelada.

O continente é dividido em duas regiões conhecidas como Oriente e Antártida Ocidental. A Antártida Oriental constitui 2/3 do continente. Nesta porção a espessura do gelo pode alcançar incríveis 2 quilômetros. Por outro lado, a parte Oeste da Antártida possui várias ilhas geladas que se estendem em direção ao extremo sul da América do Sul. Ambas as regiões são separadas pelas Montanhas Transantárticas, uma faixa que se estende por todo o continente, coberta por gelo boa parte do ano.

O gelo na Antártida não é uma simples “folha” suave de neve, mas uma extensão contínua e muitas vezes compacta. As geleiras sofrem grandes rachaduras e acabam se quebrando em gigantes porções. Muitas placas geladas possuem vários quilômetros de rachadura, escondidas na porção voltada para o oceano, mas nem sempre visível na superfície, dando falsa impressão de faixa contínua e sólida.

Apesar da grande espessura do gelo, a Antártida é classificada como um deserto, porque sua umidade é baixíssima. As regiões do interior do continente recebem apenas 50 mm de precipitação de água sob a forma de neve a cada ao. Por ironia, mais chuva cai no deserto do Saara do que na Antártida. As regiões costeiras recebem mais umidade por estarem próximas do mar, mas a umidade não chega a penetrar completamente no solo e no gelo, chegando a 200 mm por ano de precipitações.

Embora pouquíssimo líquido caia do céu, a Antártida ainda se orgulha de suas tempestades colossais. Assim como as tempestades de areia do deserto, o vento sacode a neve do chão deixando a imagem do horizonte branca por muitas horas. Os ventos podem atingir inacreditáveis 320 km/h.

Neste continente inóspito já foram registradas as temperaturas mais baixas da Terra, na ordem de -89,6 ºC, registrado pela estação russa Vostok.

Não existem árvores e nem arbustos. A vegetação no continente é composta por musgos, líquens e algumas algas. Os pinguins, baleias e focas vivem em torno da Antártida, assim como peixes e o famoso krill. O macho do pinguim-imperador (Aptenodytes forsteri) é o único animal de sangue quente que consegue suportar o continente durante o inverno, sentados em cima de um único ovo.


Pinguim-Imperador, o único animal de sangue quente que consegue sobreviver na Antártida no período do inverno. Foto: Reprodução
A fêmea, após botar o ovo em maio ou junho de cada ano, abandona imediatamente o local para passar o inverno no mar. O ovo é incubado pelo macho por 65 dias em temperaturas de -40 ºC e ventos de 200 km/h. Geralmente os machos ficam amontoados para manterem a temperatura no grupo e dormem boa parte do tempo para poupar energia.

Não existem populações indígenas ou tribais. Hoje em dia, a habitação humana existe apenas nas estações científicas de poucos países, inclusive o Brasil. O local é um excelente ambiente para estudar a adaptação ao frio.

Exploração da Antártida

A região sul do continente gelado foi o último lugar a ser descoberto. Era inacessível até 1820, quando o americano John Davis foi o primeiro a chegar ao local, embora vários historiadores contestem veementemente a afirmação.

No início do século 20, dois grupos de exploradores se estabeleceram na desolada Antártida em uma corrida para andar onde nenhum outro homem havia andado. A primeira equipe a chegar ao Polo Sul foi liderada pelo explorador norueguês Roald Amundsen. Ele passou 99 dias percorrendo a Antártica com seu parceiro inglês Robert Scott.

Fatos sobre a Antártida

Catherine Mikkelson, a esposa de um capitão baleeiro norueguês, tornou-se a primeira mulher a visitar a Antártida em 1935. Como parte de seu esforço para reivindicar uma porção do continente, a Argentina enviou uma mulher grávida para a Antártida, dando à luz em seguida.

A área da Antártida é de aproximadamente 14 milhões de km². Existem pelo menos dois vulcões ativos no continente. O mais alto deles é o Monte Erebus com 3.794 metros e possui um lago permanente. O outro reside na Ilha Deception, na Península Antártica. Apesar de erupções terem ocorrido apenas em 1967 e 1969, danificando as estações científicas presentes, a ilha continua sendo alvo de turistas que banham nos lagos das proximidades dos vulcões.

Há milhões de anos, a Antártida teve um clima muito quente e possuía florestas perenes e grande variedade de animais. Os fósseis deste período fornecem aos cientistas pistas sobre como era o aspecto de todo o continente, antes de ser tomado por grossas placas de gelo.

O derretimento do gelo da Antártida elevaria o nível global dos oceanos em até 65 metros. No ano 2000 um iceberg do tamanho do estado americano Connecticut se soltou da plataforma Ross. Com tamanho total de 11.000 km², era um gigante gelado vagando pelo oceano, impressionando os pesquisadores.

Os cientistas já encontraram vida microbiana em algumas regiões mais isoladas da Antártida, dando esperança aos cosmólogos sobre a possível existência de vida em outros planetas.

Pesquisadores de vários países estão fazendo perfurações com até 4.000 metros em busca de tesouros escondidos como minerais, petróleo e pedras preciosas.

Se você jogar água fervente no ar da Antártida, ela será imediatamente vaporizada. A água torna-se vapor enquanto uma pequena parte torna-se pedaços de gelo.

Por último, não existe problema na designação Antártica e Antártida, ambas são aceitas e estão corretas. O nome Ártico vem do Grego ‘arktos’, que significa urso, mas não por causa dos ursos polares e sim pela Grande Ursa, a constelação do Norte. Embora o termo Antártida seja usado com mais frequência por países de origem hispânica, o termo é perfeitamente aceito na língua portuguesa.


fonte jornaldaciencia

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