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terça-feira, 26 de junho de 2012

Encontrado sistema planetário inédito com a menor distância entre gigante gasoso e rochoso


Esta visão magnífica em um “mundo alienígena” foi recém-descoberto em um sistema binário chamado Kepler-36.

Os dois objetos cósmicos contém dois planetas circundando uma estrela muito parecida com o nosso Sol, mas bilhões de anos mais velha.

Kepler-36B (interno no sistema) é um planeta rochoso 1,5 vezes maior que a Terra, pesando 4,5 vezes mais. O planeta exterior do sistema é chamado de Kepler-36C, sendo um gigante gasoso 3,7 vezes maior que a Terra e 8 vezes mais pesado.

A cada 97 dias os dois planetas ficam em sua menor distância, 5 vezes mais próximos um do outro do que a Terra da Lua. Se isso ocorresse conosco, a visão noturna seria espetacular, mas as consequências para a Terra seriam desastrosas.

Como Kepler-16C é muito menor que a Lua, a vista é magnífica no céu do seu vizinho e uma aproximação tão grande agita enormes marés gravitacionais que espremem e esticam ambos os planetas.

“Esses dois mundo estão muito próximos”, diz Josh Carter, astrônomo do Hubble no Centro Harvard-Smithsonia. “Eles são os mais próximos dos sistemas planetários que já encontramos”, em declaração ao portal DailyMail.

Os cientistas estão lutando para entender como esses dois planetas tão diferentes possuem órbitas tão próximas. Dentro do nosso sistema solar, planetas rochosos residem perto do Sol, enquanto gigantes gasosos permanecem distantes.

Apesar de Kepler-36 ser o primeiro sistema planetário com tal proximidade, sem dúvida não será o último a ser encontrado. “Estamos querendo saber quantos mais como estes estão no espaço”, declarou Eric Argol da Universidade de Washington.



A descoberta foi possível através de uma técnica que estuda as oscilações naturais de uma estrela.

O nosso Sol, por exemplo, ressoa como um instrumento musical, devido a ondas sonoras presas em seu interior. E, assim como um instrumento musical, a estrela maior possui mais ressonância do que uma menor. Este som aprisionado faz as estrelas, gentilmente, “inspirar” e “expirar”, provocando oscilações.

“Kepler-36 mostra oscilações bonitas. Ao medir as oscilações fomos capazes de medir o tamanho, massa, idade e pressão com grande precisão”, comentou Bill Chaplin da Universidade de Birmingham, coautor do estudo.

Sem essa nova técnica não seria possível compreender e coletar dados sobre o comportamento inusitado dos dois planetas. A pesquisa foi publicada na revista científica Science Express.
fonte jornaldaciencia

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