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segunda-feira, 22 de setembro de 2014

E A PRIMAVERA CHEGOU! de Paulo Konder Bornhausen


         Hoje oficialmente termina o inverno e se inicia a Primavera. Convenhamos que o inverno para nós ilhéus, foi bastante “camarada”. Foram poucos os dias de frio intenso. O vento sul e as chuvas, foram escassos. Um inverno sóbrio e “morno”.

         A Primavera que hoje chegou, na realidade já veio antecipada há uns dez dias, com sol e temperaturas muito agradáveis, trazendo consigo os seus encantos característicos que tanto nos seduzem. Com ela vem o anúncio da proximidade do termino de mais um ano. Aqui começam as minhas tormentas, inacreditáveis, para quem tem a felicidade de chegar a minha idade. O tempo parece tomar uma velocidade irracional e o relógio fica descontrolado. Foi quando me veio a memória, a grande contradição com a minha “meninice”.

         Quanto tinha onze anos, por razões indiscutíveis, meu pai me colocou no Internato São José, no Alto da Boavista, na Tijuca, Rio de Janeiro, onde cursei os quatro anos do Ginasial. Tinha direito a uma única saída por mês, no período das aulas. Foi terrível. O tempo parou. O relógio não andava. Os dias pareciam intermináveis e os anos “seculares”.

         Livre do castigo, voltei para o Colégio Santo Inácio para cursar então o “Clássico”, já que desejava me formar em Direito. Uma vez mais o tempo fluía vagarosamente e parecia uma eternidade chegar aos dezoito anos, que imaginava necessários para ganhar autonomia e decidir sobre os meus namoros e noivados.

         Depois dessa fase, casado, o tempo passou não mais contar das minhas preocupações ou problemas. Com a vida resolvida e feliz, cheguei aos setenta anos, quando ainda eufórico festejei em Portugal. Percebi então, que o tempo começava a correr com mais velocidade e os dias, as horas, ficaram aparentemente mais curtos. Ainda assim com certa alegria celebrei os meus 80 anos com toda a família em Punta Del Este, onde passara minha lua de mel e dezenas de vezes havia frequentado. Daí para frente como diria o caboclo o tempo disparou, “avoou”.

         Comecei a meditar e me convenci de que nada poderia fazer contra o inevitável. Não há como combater uma realidade irreversível e incontrolável. Passei a não pensar, ou para ser mais verdadeiro, evitar de pensar no tempo, já em total disparada. Entreguei-me a Deus e me concentro quando das minhas orações diárias, na certeza de Ele saberá dirigir o tempo que desejar me conceder. Somente nessas horas costumo me lembrar da velocidade dos dias.

         Para o calendário e o relógio, fico atento apenas aos meus compromissos de trabalho, aos aniversários dos parentes e amigos, aos dias festivos e as “contas à pagar”.

         Por isso saúdo a Primavera e que ela traga muitas alegrias e felicidades, não só para mim, mas para os meus entes queridos, meus velhos amigos e os amigos virtuais. Que a saúde sejam as flores dessa estação, os sorrisos de felicidade se espalhem em nossos rostos e que Deus seja louvado cobrindo-nos com sua manta sagrada da compaixão.

         Bela e rica Primavera, seja muito bem vinda.

         Primavera onde a “Rosa” é a flor mais linda do jardim da vida, o gozo é o “Amor perfeito” e a “Camélia” que caiu do galho é o correr do tempo.

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